Não existe jeito certo de vivenciar o luto
- josianezaniol
- 30 de mai. de 2023
- 2 min de leitura

As perguntas que eu mais recebo sobre luto se referem a se determinados comportamentos e sentimentos são normais ou patológicos.
É importante sabermos que não existe apenas um jeito de atravessar o processo de luto. Cada pessoa, em cada fase da sua vida, ou dependendo do tipo de perda que está vivenciando, vai expressar e viver o luto de uma maneira.
Algumas pessoas podem chorar e expressar mais a sua dor, outras podem se isolar e se retrair, enquanto outras podem ainda mergulhar no trabalho, nos estudos e evitar pensar ou sentir aquela falta.
Também não existe um tempo certo, nem fases lineares. É comum que os primeiros dias e semanas sejam mais difíceis, intensos, trabalhosos. Com o passar dos meses e anos, a dor vai se transformando, a pessoa vai se reinventando e aprendendo a seguir a vida sem aquele que partiu.
Ainda assim, podem acontecer momentos em que a dor retorna com muita intensidade e vem o sentimento de que não vamos dar conta.
Eu costumo dizer que parece uma montanha russa, momentos mais serenos, momentos de desespero, momentos de lenta recuperação. Alguns autores falam em gangorra ou balanço, momentos em que estamos muito conectados com a dor e sofrimento, e outros em que conseguimos nos focar mais na vida e nas atividades.
Existem sim processos de luto complicado, que precisam de avaliação e intervenção profissional. Caso você esteja muito preocupado com algum amigo ou familiar, pensando se aquela intensidade e comportamento é “normal” ou preocupante, sempre vale conversar com um profissional.
Os sinais de alerta mais comum envolvem alterações importantes no sono, alimentação e autocuidado por vários dias, bem como comportamentos de risco.
Você já passou por algum luto? Ou conhece alguém que está passando por isso?
Eu posso ajudar.




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